Cantora Bixarte faz show de lançamento do álbum 'Traviarcado' nesta sexta, 31
Foto: João Arraes
Cantora Bixarte faz show de lançamento do álbum 'Traviarcado' nesta sexta, 31

** Texto atualizado em 04.04.2023 às 10h50.


Agenda Queer  lista quinzenalmente as principais atividades culturais com temática ou voltadas para o universo LGBT+ da semana, no Rio de Janeiro e em São Paulo, para que nenhum leitor perca os melhores eventos das cidades.

Rio de Janeiro

Concurso Literário LGBTQIA+ Rio de Cores

Concurso Literário LGBTQIA+ Rio de Cores é direcionado para artistas residentes do Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram 30.03.2023
Concurso Literário LGBTQIA+ Rio de Cores é direcionado para artistas residentes do Rio de Janeiro

As inscrições para o "Concurso Literário LGBTQIA+ Rio de Cores", da Metanoia Editora, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, foram prorrogadas para até o dia 20 de abril.

A inscrição pode ser realizada, exclusivamente, pelo site do concurso e os contos e/ou poesias deverão ser enviados em formato word, por meio de um formulário disponível  neste link.

Poderão concorrer pessoas LGBTQIA+ com mais de 18 anos e residentes no município do Rio de Janeiro. Cada concorrente poderá participar com apenas uma obra na categoria Conto e duas obras na categoria Poesia.

O conto e/ou a poesia deverão ser inéditos, não valem os já publicados, inclusive na internet. A obra na categoria Conto deverá ter até 50 mil caracteres (contando letras, espaços e pontuação). Já a obra na categoria Poesia deverá ter até 2.500 caracteres (contando letras, espaços e pontuação).

O resultado será divulgado em 2 de maio. As 10 primeiros colocados da categoria Contos e as 70 poesias melhor classificadas terão suas obras publicadas pela Editora Metanoia em um livro impresso e um em braile. Confira o edital do concurso  neste link.


Sanfoka

As bailarinas Amanda Corrêa, Claudia Martins e Kley Hudson do espetáculo 'Sankofa'
Divulgação
As bailarinas Amanda Corrêa, Claudia Martins e Kley Hudson do espetáculo 'Sankofa'

A companhia Étnica de dança apresenta o espetáculo "Sankofa". O termo se refere a um símbolo e um provérbio africanos.

No símbolo, um pássaro mítico voa pra frente com a cabeça para traz e carregando no seu bico um ovo, que simboliza o futuro. O provérbio pode ser traduzido como: “nunca é tarde demais para voltar e buscar o que se esqueceu”.

O símbolo e provérbio inspiram uma revisita ao repertório da Cia. Étnica de Dança e guiam sua nova coreografia, ainda inédita. O espetáculo é composto de duas partes e conta com três bailarinas LGBT+: Amanda Corrêa, Claudia Martins e Kley Hudson, além da bailarian-criadora Camila Molina Moreno.

SERVIÇO

Data: 8 de abril
Onde:  Espaço Tápias - Avenida Armando Lombardi, 175, em cima do La Mole, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário:  20h
Ingressos:  R$ 30 (Inteira), R$ 15 (Meia). Compre  neste link.


São Paulo

Contaí Summit

A empreendedora trans Raquel Virgínia
Reprodução/Instagram 30.03.2023
A empreendedora trans Raquel Virgínia

A quinta edição do Contaí Summit, evento gratuito de negócios para empresários e empreendedores LGBTQIAP+, já tem data marcada. O encontro, organizado pela Nhai!, agência de ideias fundada por Raquel Virgínia, empreendedora trans, será realizado no dia 6 de abril, das 10h às 17 horas, em São Paulo.

O objetivo da iniciativa, que acontece desde 2022, é apoiar, promover e impulsionar o  empreendedorismo LGBTQIAP+ no Brasil. 

“A gente espera reunir referências na área para compartilhar estratégias de mercado que sejam focadas nas dificuldades e nos desafios que nós, empreendedores, passamos todos os dias”, comenta Raquel Virgínia. “O nosso foco é construir histórias e acelerar o desenvolvimento dos negócios. Eventos como esse são de extrema importância para grupos minorizados, que sofrem todos os dias com o preconceito enraizado na sociedade”.

Com o tema “Encontro de Mulheres LGBTQIAP+ que Empreendem” a 5ª edição do Contaí contará com shows artísticos e cinco palcos distintos com palestras ligadas a gênero, negócios, comunicação e empreendedorismo.

Além dos painéis, será divulgada a pesquisa inédita “O perfil do empreendedorismo LGBTQIAP+ na Argentina”, elaborada pela Nhaí! em parceria com a AlmapBBDO e o Instituto On the Go, com o propósito de analisar e discutir os principais desafios, aceitações e dificuldades de empreendedoras LGBTQIAP+ no país.

SERVIÇO

Data: 6 de abril
Onde: WTC Events Center - Avenida das Nações Unidas, 12551, Brooklin Novo, São Paulo - SP
Horário:  de 10h às 16h
Ingressos: Evento gratuito. Inscrições  neste link  até dia 4/4


Curtas-metragens sobre direitos humanos da população LGBTQIAP+

O ativista e produtor cultural Heitor Werneck
Ivan Shupikov
O ativista e produtor cultural Heitor Werneck

O ativista em direitos humanos e produtor cultural Heitor Werneck está lançando quatro curtas-metragens sobre direitos humanos da população LGBTQIAP+, nesta semana que se celebra o Dia Internacional da Visibilidade Trans , comemorado nesta sexta-feira (31).

As estreias fizeram parte da programação da Unibes Cultural, e ocorreram na última terça-feira (28), contudo o ativista está promovendo debates acerca dos temas das produções.

Para Heitor Werneck o lançamento dos curtas vai ao encontro de suas vivências com a população LGBTQIAP+.

“Como eu vivo essa situação todos os dias, há mais de 35 anos, contato direto com essas pessoas e os dramas que elas passam em casa, nas ruas, no trabalho, envolvendo saúde, alimentação, direitos, educação e cultura, promover essas obras é uma forma de chamar a atenção da sociedade”, afirma o produtor cultural.

Os curtas contam com a idealização e a produção de Heitor Werneck, direção, edição e trilha sonora de Lucas Mendes, produção executiva de Sandra Tiemi e as participações especiais da população trans com temas relativos e autoridades no assunto. As obras contam com o apoio das Secretárias de Cultura e Diversidade da Prefeitura de São Paulo e do Proac.

Confira as temáticas dos documentários e as datas das rodas de conversas:

As Religiões de Matrizes Africana e o Acolhimento da População LGBT:  o filme abre um debate com diversos líderes religiosos sobre como eles interagem com as populações LGBTQIAP+ e como os dogmas das mesmas se relacionam com as necessidades dessas pessoas. Duração: 20 minutos.

O Outro Lado – Corpos:  o filme é uma continuação de um curta metragem gravado na década de 1990 sobre as populações trans que vivem em São Paulo . Três décadas depois o foco agora são os homens trans . Por meio de diálogos, a obra busca expor as necessidades e anseios dessa comunidade. Duração: 28 minutos.

Amor de Calçada: o curta foi rodado durante a pandemia, momento em que houve um aumento na população de rua da capital de São Paulo. O filme conta as histórias de amor de casais LGBTQIAP+, seus sonhos e anseios. Duração: 25 minutos.

TransCidadania:  o curta narra histórias de gestores públicos, mulheres trans que passaram pelo programa TransCidadania e outras que ainda fazem parte do programa para criar um grande diálogo sobre políticas públicas para essa população. Duração: 25 minutos.

Debate sobre os curtas em Centros Culturais:

Data:  31 de março
Onde: 
Centro de Referência e Defesa da Diversidade Brunna Valin (CRD) - Rua Major Sertório, 292/294, República, São Paulo
Horário:
 das 14h às 16h
Ingressos:
Evento gratuito.


Entre Nós: Dez Anos de Bolsa ZUM/IMS

O artista paraense não-binário, Rafael BQueer
Reprodução/Instagram 30.03.2023
O artista paraense não-binário, Rafael BQueer

O Instituto Moreira Salles, em parceria inédita com o Pivô - associação cultural sem fins lucrativos com sede no Copan, em São Paulo - realiza a partir de 1º de abril a exposição "Entre Nós: Dez Anos de Bolsa ZUM/IMS", com obras de artistas e coletivos contemplados pela bolsa de fomento à produção contemporânea na última década.

A exposição ocupará o primeiro andar do Pivô. Serão apresentadas cerca de 250 obras, entre fotografias, vídeos, instalações e outros suportes. Boa parte das obras reunidas na exposição parte de histórias e questões pessoais dos artistas para abordar temas maiores da representação visual, social e política do país.

Entre as exposições estará a obra "Themônias", do artista não-binário  Rafael Bqueer, de Belém do Pará. O projeto foi contemplado na edição da Bolsa de 2020.

Graduada em licenciatura e bacharelado no curso de artes visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Rafael Bqueer produziu quatro curtas-metragens estrelados por integrantes do coletivo drag  Themônias, formado por mais de 150 pessoas que se montam e se apresentam na cena cultural de Belém. Bqueer é uma das fundadoras do coletivo.

Outra obra com recorte LGBT+ é da artista Castiel Vitorino Brasileiro, de Vitória, no Espírito Santo. "A Anatomia da Água: Livro 1 da Série Corpoflor" foi contemplado na edição da Bolsa de 2021.

Artista, escritora e psicóloga clínica, Castiel lida com conceitos da ontologia Bantu, assumindo a cura como um momento de liberdade, por meio de noções sobre espiritualidade e ancestralidade.

O livro da artista, composto de fotos, textos, desenhos e outras intervenções, narra a experiência de um corpo que se desloca não mais pela necessidade de fuga ou como resposta à violência, mas impulsionado por sinais de liberdade - dificuldades que a comunidade queer, especialmente a população trans, se identifica. O projeto foi feito com a colaboração da artista maranhense Gê Viana.


SERVIÇO

Data: Entre 1º de abril e 30 de julho
Onde: Avenida Ipiranga, 200, Loja 54, São Paulo
Horário: Segunda a Sábado, de 11h às 19h; Domingo, de 12h às 18h
Ingressos:  Entrada gratuita


Nomes do Amor: O Amor Que Ousa Dizer Seu Nome

A exposição
Reprodução/Instagram 30.03.2023
A exposição "Nome do Amor" retrata a homoafetividade e a transafetividade brasileira

O projeto “Nomes do Amor: O Amor Que Ousa Dizer Seu Nome”, de Simone Rodrigues, continua viajando em espaços culturais como exposição itinerante e retorna nesta sexta-feira (31) com ocupação no Centro de Cidadania LGBTI Cláudia Wonder, em São Paulo.

O espaço é gerenciado pela ONG Casarão Brasil, focada na comunidade LGBTI+. Neste projeto, trabalhado desde 2014, uma série de fotografias retrata a homoafetividade e a transafetividade brasileira, trazendo a realidade de afetos da família contemporânea.


SERVIÇO

Data:  de 31 de março a 2 de junho
Onde: Avenida Ricardo Medina Filho, nº 603, Vila Ipojuca, São Paulo
Horário:  de 9h às 18h
Ingressos:  Evento gratuito


TRAVIARCADO

Capa do álbum 'Traviarcado'
João Arraes
Capa do álbum 'Traviarcado'

A cantora e compositora Bixarte fará um show de lançamento de lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, TRAVIARCADO, nesta sexta-feira (31), em comemoração ao Dia Internacional da Visibilidade Trans.

O espetáculo acontece no Sesc Pompeia e tem participação de Ayo Tupinambá, Erica Malunguinho, Juliansantt, Winnit e A Fúria Negra.

Apesar da forte presença do rap em faixas de parceria com Bia Ferreira e Drik Barbosa, o álbum apresenta uma nova versão da artista que aposta em ritmos latinos, etnopop, trap, batidas do Kettu e influências de R&B.

Com participações marcantes de artistas trans na produção das novas faixas, o disco traz à tona a necessidade básica das pessoas enxergarem as travestis e pessoas trans como seres humanos.

A música "Pitbull sem Coleira", em parceiria com Urias, flerta com o pop e techno, e marca uma mensagem sobre inquietação e fúria. Já "Carta de Advertência", faixa produzida em parceria com Winnit e Julian, contesta o silenciamento recorrente de homens trans.

Totalizando nove faixas, o álbum reforça a influência dos terreiros de Kettu com menção aos orixás de esquerda Exú e Pombogira - Maria Padilha - a dama da madrugada, rainha da encruzilhada, senhora da magia, o que vai de encontro à exaltação do prazer feminino (cisgênero, transgênero ou travesti) em ser livre em suas escolhas. 

"Eu espero com esse disco, que as crianças viadas, a população LGBTQIA+, as mulheres pretas e as travestis consigam entender que há outro caminho a não ser o da morte. E quando eu falo em morte, eu estou falando sobre a morte dos nossos sonhos também. Esse disco traz um fôlego de vida para sonhar. Para mim, isso significa também que eu estou viva", comenta Bia.


SERVIÇO

Data: 31 de março
Onde:  Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93, Água Branca, São Paulo
Horário:  21h30
Ingressos :  R$ 12 - Credencial plena | R$ 20 - Meia Entrada | R$ 40 - Inteira. Compre  neste link.


Extra

Chuva Negra (streaming)

O ator carioca Dudu de Oliveira
Marcio Farias
O ator carioca Dudu de Oliveira

O ator Dudu de Oliveira volta à cena com a estreia da série “Chuva Negra”, do Canal Brasil e Globoplay. Embora não seja a primeira inserção profissional do ator no streaming, estar em cena como Orlando, um professor de educação física gay que  vive com HIV , proporciona um somatório de características nunca experimentadas pelo ator em um personagem.

“O Orlando é muito corajoso, correto e justo nos seus questionamentos. Não é fácil ser um homem preto, gay e que vive com HIV, e esse cara tem uma beleza que me interessa, e que me permitiu entregar o meu melhor para viver em cena essa experiência”, fala o ator sobre o personagem.

Na trama, Orlando tem uma relação com o policial civil Rocha (Kiko Pissolato) e, juntos, cogitam adotar uma criança.

Beijo entre Orlando (Dudu de Oliveira) e Rocha (Kiko Pissolato) na série 'Chuva Negra'
Divulgação
Beijo entre Orlando (Dudu de Oliveira) e Rocha (Kiko Pissolato) na série 'Chuva Negra'


Outros pontos de diversidade da série são a personagem Micha, vivida pela atriz trans Leona Jhovs, e o ator João Simões, que vive com Síndrome de Down, e interpreta um dos protagonistas.

Na história, os irmãos Zeca (Marcos Pitombo) e Vitor (Rafael Primot) precisam cuidar do irmão caçula, Lucas (João Simões), um adolescente de 16 anos com Síndrome de Down, após a morte dos pais, interpretados por Julia Lemmertz e Zécarlos Machado.

Para isto, terão a ajuda de Julie (Vanessa Giácomo), mulher de Vitor; Micha (Leona Jhovs), mulher trans acolhida pela mãe dos protagonistas; e Tia Yara (Denise Del Vecchio). Contudo, diversos mistérios vão se desenrolando ao longo dos dez capítulos. Assista ao trailer:




Um Olhar Para Crianças Trans (YouTube)


Thamirys Nunes, com a filha, uma criança trans, e o marido
Reprodução Instagram/@minhacriancatrans 21.07.2022
Thamirys Nunes, com a filha, uma criança trans, e o marido

A Mynd, agência de marketing de influência e entretenimento, lança nesta sexta-feira (31) a websérie “Um Olhar Para Crianças Trans”, que aborda os desafios das crianças transgênero durante a infância e adolescência.

Ao todo serão três episódios com os temas: “Um aprendizado para as escolas brasileiras”, “O desafio de crescer trans” e “Apoio constrói autoestima”, veiculados no Instagram e YouTube da Mynd.

O projeto foi idealizado e dirigido pela jornalista Kíria Meurer, diretora de Projetos Especiais da empresa, e discute um dado alarmante: 98% dos pais, mães ou responsáveis pelas crianças trans não consideram o ambiente escolar seguro, de acordo com pesquisa da ONG Grupo Dignidade em parceria com a Unesco.

Os episódios contam com a participação de personalidades importantes da comunidade, que trazem as suas vivências, como: a cantora, apresentadora, influenciadora e mulher trans, Pepita; a ativista, escritora, influenciadora e mãe de uma criança trans, Thamirys Nunes; a fotógrafa e mulher trans, Violeta Rodrigues Rivas; e a publicitária e mulher trans, Olga da Silva Barbosa.


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