Escola cristã exige em contrato que professores não sejam abertamente LGBT
Paulo Pinto/ Fotos Públicas
Escola cristã exige em contrato que professores não sejam abertamente LGBT

Integrantes do corpo docente da escola Citipointe Christian College, em Brisbane, Austrália, foram chamados para assinar um contrato que deixa claro que eles podem perder o emprego caso sejam abertamente LGBT. No mês anterior, o diretor da escola, pastor Brian Mulheran, renunciou ao cargo após desfazer os contratos de matrícula “discriminatórios” para os alunos. De acordo com o documento, a instituição matricularia somente alunos “com base no gênero que correspondesse ao sexo biolégico” – ou seja, pessoas cis.

Além disso, o documento declara que a homossexualidade e a bissexualidade são pecaminosas, comparando o fato de ser LGBT à bestialidade, incesto e pedofilia. Agora, o contrato dos professores possui uma cláusula que que os proíbe de expressar ou falar abertamente sobre a própria sexualidade que não seja “através  de relações heterossexuais, monogâmicas, expressas intimamente através do casamento”. De acordo com o ‘The Guardian’, o contrato diz: “Sua falha em cumprir tais requisitos expressos nas cláusulas acima pode constituir uma violação de seu contrato de trabalho e posterior demissão”. 

Ao mesmo jornal, um ex-professor da instituição contou que “não assinar este contrato foi minha escolha, mas efetivamente perdi meu emprego por discriminação”. Sob a lei de Queensland, instituições religiosas podem discriminar em determinadas circunstâncias, mas, segundo o ‘The Guardian’, advogados questionaram a legalidade do contrato. Matilda Alexander, do serviço jurídico LGBTI, disse ao jornal que os contratos “buscam proibir condutas que não estejam relacionadas ao local de trabalho, impedindo um funcionário de agir de maneira contrária às crenças religiosas da faculdade, seja ou não feito abertamente. Isso muda o mantra 'não pergunte, não diga' para 'não faça'. Isso está muito além do poder de qualquer empregador em Queensland. Todos nós temos o direito de trabalhar e seguir nossas próprias vidas pessoais fora do trabalho, mesmo trabalhando para uma escola religiosa”.

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