Em coletiva de imprensa, ministro da saúde de Israel comunica proibição de terapias de conversão
Avshalom Sassoni/Flash90/The Times Of Israel
Em coletiva de imprensa, ministro da saúde de Israel comunica proibição de terapias de conversão

Israel seguiu os passos que a  França e o  Canadá deram no último ano e também criminalizou as terapias de conversão, as chamadas "curas gay". A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, no início da semana. Ele afirmou que a proibição vai salvar vidas e que o método "mata as almas" de pessoas LGBTQIA+ .

De acordo com informações do The Times Of Israel, está proibido que qualquer médico ou clínica ofereça ou tente realizar uma terapia de conversão. "Tratamento é algo que deve ajudar, então as chamadas 'terapias de conversão' não é um tratatamento, mas um abuso cruel", afirmou Horowitz em coletiva de imprensa. O Conselho Nacional de Saúde Mental também estava presente.

O ministro, que é gay, afirmou que orientações sexuais diferentes da heterossexualidade não são transtornos psicológicos e que não há maneira clínica de se alterar isso. Horowitz também salienta que as terapias de conversão não têm qualquer comprovação científica.

"O Ministério da Saúde príbe que todos os profissionais ofereçam ou administrem esses tratamentos", salientou. Horowitz diz que o descumprimento consiste em penas punitivas e a perda da licença.

O ministro definiu a ação como uma "revolução" e uma "vitória", além de "um marco nos direitos humanos igualitários em Israel". "Essas terapias matam a alma e às vees o corpo. Elas levam a automutilação, suicídio e morte de muitos membros da comunidade gay cujo único pecado é simplesmente ser quem são".

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** Camila Cetrone é formada em jornalismo. Desde 2020, é repórter do iG e tem experiência em coberturas sobre cultura, entretenimento, saúde, turismo, política, comportamento e diversidade; com ênfase em direitos das mulheres e LGBTQIA+, na qual está inserida como bissexual. É autora do livro-reportagem “Manda as Bicha Descer”, resultado da apuração de um ano na casa de acolhida LGBT Casa 1, no centro de São Paulo. Coleciona livros, vinis e estuda cinema nas horas vagas. Ama contar e ouvir histórias, cantar mal no karaokê e memes autodepreciativos (jura que faz terapia).

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