A liberdade de expressão e reivindicação de direitos LGBTQIAP+ na Rússica é escassa
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A liberdade de expressão e reivindicação de direitos LGBTQIAP+ na Rússica é escassa


De acordo com informações divulgadas pela AFP (Agence France-Presse), nesta segunda-feira, 8, as autoridades russas incluíram a principal organização pelos direitos LGBTQIAP+ do país no cadastro “agente estrangeiro” do Ministério da Justiça, que inclui ONGs, meios de comunicação, ativistas, jornalistas e advogados. A organização, chamada LGBT-Set, foi fundada em 2006 e é atuante em várias regiões da Rússia.


Ser classificado como “agente estrangeiro” obriga as organizações, meios de comunicação e indivíduos em questão a divulgar essa condição em todas as publicações que fizerem, inclusive por meio das redes sociais, e cumprir procedimentos administrativos. Essa designação lembra o “inimigo do povo” da URSS (União das Repúblicas Socialistas Sov­­­­­­­­­­­­­­­iéticas) e se destina a quem recebe “financiamento estrangeiro” e se dedica a “atividades políticas”, termos empregados de forma vaga para interpretações.

De acordo com o portal da LGBT-Set, ela oferece assistência jurídica e psicológica para pessoas LGBTQIAP+ e as respectivas famílias, além de realizar campanhas de conscientização e coleta de informações sobre discriminação por orientação sexual no país. Em fevereiro, a organização fez uma denúncia sobre a prisão de dois chechenos, mais tarde transferidos em condições não especificadas para a Chechênia, uma república russa no Cáucaso, conhecida por perseguir pessoas homossexuais. Na Rússia, a liberdade de expressão e reivindicação de direitos por parte da comunidade LGBTQIAP+ é bastante escassa.

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