Conheça os sintomas e métodos para realizar reposição hormonal
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Conheça os sintomas e métodos para realizar reposição hormonal




Com o passar dos anos, principalmente após os 40, homens cis podem apresentar sintomas que chamam a atenção para a necessidade de fazer reposição hormonal. Indisposição, baixa energia para as atividades do dia-dia, baixo libido, irritabilidade, oscilações de humor, facilidade em ganhar peso, queda de cabelo e baixa performance sexual são alguns dos sinais citados pelo médico Leonardo Lins, urologista, que indicam a hora de procurar um profissional de saúde.

“Com o passar dos anos, mais precisamente após os 40, pode ocorrer um declínio dos níveis hormonais nos homens, principalmente da testosterona. Esta queda pode ocorrer além dos níveis esperados para idade, provocando sintomas inerentes à baixa da testosterona. No cenário exposto, estaria sim indicada a reposição hormonal, que tem como objetivo trazer o paciente à normalidade (chamada homeostase hormonal), proporcionando a ele o restabelecimento das suas funções habituais”, explica. 


Lins ressalta, porém, que mesmo que a reposição hormonal seja uma realidade a qual muitos homens cis estão sujeitos a viver, não é uma regra. Há homens que podem não precisar realizar o procedimento. “Ela necessita de indicação médica precisa e individual. Cada paciente irá se adaptar com a forma de reposição que for mais adequada a ele. Além disso, uma avaliação da saúde da próstata é fundamental antes de se iniciar o tratamento. Por fim, não se trata apenas de iniciar a reposição e sumir do consultório médico. O acompanhamento é de suma importância pois a reposição não está isenta de complicações e exames devem ser feitos periodicamente”, pontua o médico. 

No caso de homens que apresentem a necessidade de realizar a reposição mas não recorram a ela, tanto por negligência quanto por falta de conhecimento, Leonardo explica que as consequências impactam diretamente a qualidade de vida desses indivíduos, uma vez que os hormônios são responsáveis por coordenar todas as áreas do organismo humano. 

“Não realizar a reposição hormonal impactará negativamente na sua qualidade de vida uma vez que o metabolismo como um todo do indivíduo poderá estar comprometido. Testosterona não é apenas uma matéria relacionada à parte sexual. Em níveis fisiológicos, ela participa do bom funcionamento do coração, ossos, cérebro, músculos e etc., e atua na prevenção e controle de uma série de doenças crônicas como diabetes e obesidade”, ressalta. 

Ao ser questionado sobre o quanto os homens mantêm-se informados sobre o assunto, o médico expõe que atualmente o acesso à informação tem democratizado as discussões sobre a reposição hormonal, seus sintomas e importância, porém ainda existem homens que não conseguem identificar os sinais ou que recebem o diagnóstico da necessidade da reposição após uma consulta que originalmente tinha outra finalidade. 

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“Após os 40 anos ou na presença de sintomas relacionados com a queda da testosterona há necessidade do homem procurar o médico. Com a facilidade de acesso à informação, o homem hoje está muito mais atento a essa questão, muito embora saibamos que a maior procura dos homens com relação a problemas hormonais seja para ganho de massa muscular. Não é difícil o homem não identificar os sintomas de queda hormonal ou não perceber, porém, quando questionados em consulta, diagnóstica-se quadros secundários à testosterona baixa. Daí a importância da consulta anual de rotina”, conta. 

Quanto ao procedimento em si, que pode ser realizado por meio de diferentes métodos, Leonardo Lins destaca que cada caso se encaixa em uma forma de aplicação hormonal diferente, dependendo também do nível de declínio hormonal do paciente, então a grande maioria dos detalhes sobre o procedimento são tomados em conjunto ao profissional de saúde responsável.

“As principais vias de reposição hormonal são a via transdérmica (gel aplicado diariamente sobre a pele), a via intramuscular (injeção aplicada periodicamente) e a via subcutânea (implantes subcutâneos absorvíveis de testosterona). Estas diferentes vias de administração hormonal possuem vantagens e desvantagens e todas são efetivas no tratamento. A indicação de qual utilizar irá variar de um paciente para outro dependendo das suas características individuais e esta decisão é tomada em conjunto com o médico”, elucida Lins. 

Aceleradores metabólicos: aliados?

Outro procedimento que atua diretamente no funcionamento do organismo são os aceleradores metabólicos. Thiago Martins , biomédico e fisioterapeuta, explica que não é possível afirmar que esse método substitui a reposição hormonal, porém pode ser utilizado como um aliado ao procedimento -- sempre dependendo, é claro, do parecer médico caso a caso. 

“Os aceleradores metabólicos são enzimas de ação lipolítica, aplicadas via intramuscular, e correspondem a uma mescla de ativos que promovem a aceleração do metabolismo. É um tratamento que atua como coadjuvante ajudando na metabolização do colesterol e outros lipídeos e, dessa forma, resultando na redução da gordura corporal acumulada, e consequentemente, na perda de peso, com isso, pode ajudar também na definição muscular”, explica.

A boa rotina e o acompanhamento especializado é fundamental para o sucesso do procedimento
Ju Foini
A boa rotina e o acompanhamento especializado é fundamental para o sucesso do procedimento


Para indicar um tratamento por meio da aceleração metabólica, cada paciente precisa ser analisado e profundamente examinado dentro de todas as suas especificidades, como destaca Thiago. De acordo com ele, uma boa rotina e hábitos rígidos por parte do paciente são fundamentais para o sucesso do método. 

“Para indicarmos um tratamento é importante avaliarmos o paciente individualmente,  através de exames; checar o tipo de metabolismo da pessoa, se possui um metabolismo lento, ou seja, calcular a quantidade calórica que o corpo necessita em 24 horas para manter-se nutrido durante o decorrer das atividades diárias, e/ou fazendo um jejum de pelo menos doze horas em repouso, sem prejudicar o funcionamento dos principais órgãos. A partir disso, vamos fazer a avaliação e definir se aquele paciente poderia ou não se beneficiar do tratamento com aceleradores metabólicos”, esclarece. 

O biomédico trás a tona a importância de reconhecer a reposição hormonal e os aceleradores metabólicos como procedimentos distintos que podem trabalhar juntos, mas dependem de demandas específicas e acompanhamentos próprios. 

“Quem precisa avaliar se a pessoa necessita ou não da reposição hormonal é o endocrinologista, mas, paralelo a isso, o tratamento com aceleradores metabólicos pode ajudar, já que vai contribuir para a quebra das células de gordura acumuladas e disponibilizá-las como fonte de energia para o corpo”, conclui.

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