Criança LGBTQIA+
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Criança LGBTQIA+

Já é sabido que a homossexualidade e a transexualidade não são formadas a partir de escolhas racionais das pessoas e que não há “cura”, “tratamento” ou forma compulsória de mudar essas questões. Por isso, listamos alguns perfis de crianças  LGBTQIA+ nas redes sociais ou que falam sobre o assunto, provando que diversidade sexual e de  gênero começa desde a infância.

A psicóloga Suenne Valadares comenta que na infância e na adolescência muitas coisas ainda não estão definidas com clareza, mas existe uma faixa etária nas crianças em que elas começam a se identificar com os outros.

“Por volta dos cinco anos, a criança vive uma fase ‘edipiana’ [relacionada a se 'apaixonar' pelo pai ou pela mãe] e as identificações com os pais começam a acontecer. A criança começa a se dar conta das diferenças de tamanho, de cor, de ordem sexual, no sentido de meninos e meninas, gostos, formas de agir e falar, o que é de adulto e o que é de criança. A questão da orientação sexual é algo que se experimenta”, afirma a psicóloga.

De acordo com um estudo feito pela Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos, com 4,5 mil crianças, 1% dos meninos e meninas entre nove e 10 anos de idade são LGBTQIA+ ou acham que podem ser. Segundo a pesquisa, os pais acreditam mais que os filhos poderiam ser gays (7%) ou transgêneros (1,2%) do que as próprias crianças. Além disso, a grande maioria das crianças declarou não ter dificuldades na escola ou em casa por causa da sua identidade de gênero ou orientação sexual, mas 7% dos pais afirmou que esses problemas existiam.

Confira a nossa lista de perfis:

1) Maria Joaquina (@mj_mariajoaquina)
Com 29 mil seguidores e apenas 13 anos de idade, a atleta da patinação artística Maria Joaquina deixa claro a sua identidade de gênero no perfil aberto ao público e monitorado pelo pai. Já na bio, ela se descreve: Ela/Dela. Em um vídeo publicado no último dia 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans, a menina se apresenta: "Para quem não me conhece, sou a Maria Joaquina. Me percebi trans com seis anos de idade. Hoje, graças à ajuda e ao carinho dos meus pais, eu  posso ser quem eu sou (...) Eu sou menina, sou coragem, sou força, sou resistência, sou amor, eu sou Maria Joaquina!" (veja o vídeo abaixo)

Você viu?


2) Alex Brito (@botaa_po)
Com 77,3 mil seguidores, Alex faz sucesso com looks extravagantes e do dia, maquiagem, coreografias, vídeos de humor. Dando muita pinta e falando abertamente sobre sua orientação sexual, o perfil dele é monitorado pela mãe, que também publica muitas fotos dele no próprio perfil. Em um vídeo na internet, publicado por um dos amigos de Alex, ela comenta o quanto lida bem com a sexualidade do menino: "Eu vejo tudo [sobre o perfil do menino na internet], aceito e apoio porque ele é o meu filho, o meu amor, e o que é bom para ele, é bom para mim. Só importa a felicidade dele. Se está feliz, eu também estou", afirma.


Vídeo da mãe de Alex:


3) Jaci e Gustavinho (@jacianaegustavinho)
Com 15,9 mil seguidores, este perfil é fechado, mas a solicitação para seguir costuma ser aprovada por Jaciana, mãe de Gustavinho, e controladora do perfil compartilhado. Já na bio, fica claro que o perfil é livre de discriminação e aberto ao amor e à aceitação: "Juntes vamos vencer o mundo com o nosso amor". Ainda muito pequeno, "Gustavinho blogueirinho", como se descreve, já se reconhece como uma pessoa trans. O cuidado da mãe é tanto com a criança que ela pede para ninguém repostar os conteúdos publicados sem a permissão direta dela.

4) Thamirys Nunes (@minhacriancatrans)
Diferente dos perfis acima, Thamirys é adulta, mas  mãe de uma criança trans de seis anos. Escritora do livro "Minha criança trans - Relato de uma mãe ao descobrir que o amor não tem gênero", ela possui 7,4 mil seguidores e fala constantemente sobre transgeneridade, indica filmes e leituras. Thamirys também posta trechos de documentários sobre crianças transexuais de várias idades, mas opta por não expor muito a filha no perfil.


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