A Antra alerta que os dados podem estar subestimados, já que o relatório foi elaborado exclusivamente a partir de informações tornadas públicas
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Antra alerta que os dados podem estar subestimados, já que o relatório foi elaborado exclusivamente a partir de informações tornadas públicas

Mesmo com a redução no total de casos, o Brasil segue, pelo 17º ano seguido, como o  país com maior letalidade contra pessoas trans no mundo, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

O levantamento contabiliza ao menos 80 assassinatos de pessoas trans e travestis ao longo de 2025, número 34,4% inferior ao registrado no ano anterior, quando foram confirmadas 122 mortes.


Os dados também revelam a vulnerabilidade das vítimas: a maioria é formada por jovens trans negras, em situação de pobreza, residentes no Nordeste e mortas em locais públicos, muitas vezes com extrema violência.

Dados sobre assassinato de pessoas trans no Brasil. Foto: Infográfico gerado com apoio de IA/ Canva
Dados sobre assassinato de pessoas trans no Brasil. Foto: Gráfico gerado com Canva
Dados sobre assassinato de pessoas trans no Brasil. Foto: Gráfico gerado com Canva
A Antra alerta que os dados podem estar subestimados, já que o relatório foi elaborado exclusivamente a partir de informações tornadas públicas. Foto: Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O estudo, tornado público nesta segunda-feira (26), aponta ainda que a vítima mais nova era uma adolescente de apenas 13 anos. 

Entenda o processo de construção do dossiê

A pesquisa foi construída a partir de notícias, postagens em redes sociais e informações de fontes não governamentais. Isso porque, de acordo com a presidente da associação, Bruna Benevides, o poder público brasileiro ainda não produz estatísticas oficiais que contemplem esse  recorte populacional da comunidade LGBTQPIAN+.

Dados sobre os assassinatos podem ser ainda piores

A Antra alerta que os dados podem estar subestimados, já que o relatório foi elaborado exclusivamente a partir de informações tornadas públicas, o que amplia a possibilidade de subnotificação e indica que o total real de vítimas pode ser ainda mais elevado.

Em 2025, dos assassinatos registrados, 77 tiveram como alvo travestis e mulheres trans ou transexuais, enquanto três casos envolveram homens trans e pessoas transmasculinas. Entre os 57 casos em que foi possível identificar raça ou cor, 70% das vítimas eram pessoas trans negras.

Os números reforçam a urgência de políticas públicas articuladas para enfrentar a violência contra  travestis e transexuais. Entre as medidas defendidas pela Antra, estão a criação de estatísticas oficiais com recorte de identidade de gênero, ações preventivas, investigação dos crimes, punição dos responsáveis e políticas de inclusão social, garantindo o combate direto à transfobia institucional.

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