Agressor destrói memorial para homenagear mulher trans encontrada morta nesta quinta-feira (6)
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Agressor destrói memorial para homenagear mulher trans encontrada morta nesta quinta-feira (6)

Um homem foi filmado destruindo um memorial montado na Praça da República, em Belgrado, capital da Sérvia, para homenagear uma jovem trans que foi encontrada morta em um apartamento nesta quinta-feira (6).

A ação do agressor, que não se intimidou ao ser filmado, deixou manifestantes pró- LGBTQ+ chocados. Segundo o site de notícias N1, momentos depois, outros transeuntes seguiram o mau exemplo e destruíram velas e flores colocadas na escada.

Noa Milivojev, de 18 anos, foi dada como desaparecida em 17 de junho e a vigília em sua homenagem foi organizada às pressas depois que a notícia sobre sua morte se espalhou na tarde desta quinta-feira. Policiais presentes no local teriam prendido um homem em conexão com a morte.

Memorial montado para homenagear jovem trans de 18 anos, vitima de assassinato na Sérvia
Reprodução/Twitter
Memorial montado para homenagear jovem trans de 18 anos, vitima de assassinato na Sérvia

Em um tópico no Twitter, os organizadores disseram que uma vigília à luz de velas seria realizada às 21h para homenagear a memória da jovem, convidando pessoas pró causas LGBTQ+ a comparecer. Eles também expressaram suas condolências à família e amigos de Milivojev, que fizeram campanha para encontrá-la.

Centenas de pessoas se reuniram na vigília, muitos colocando velas, bandeiras , flores e mensagens de apoio à comunidade trans. Mas, depois que a multidão se dispersou, o perfil Beograd Prajd compartilhou a gravação de um homem - que não foi identificado - pisando nas flores e tentando rasgar a bandeira trans.

Vários comentaristas responderam à gravação argumentando que suas ações representavam a visão da Sérvia sobre as pessoas LGBTQ+ de forma geral.

Recentemente o país teve um posicionamento conturbado com questões LGBTQ+. A decisão da EuroPride de sediar sua Parada do Orgulho LGBT anual na Sérvia em 2022 causou controvérsia, com várias marchas de protesto de grupos de direita ocorrendo em setembro, em antecipação ao protesto do Orgulho, que foi adiado pelo presidente Aleksandar Vučić.

Como noticiado pelo PinkNews, quando o evento ocorreu, foi necessária a presença de tropas e choque para conter membros da Igreja Ortodoxa Sérvia.

Em fevereiro deste ano, um centro comunitário com uma imagem do Orgulho de Belgrado foi vandalizado. Em resposta, a organização acusou o governo sérvio de permitir um “crescimento assustador do ódio” e da “discriminação” na Sérvia.


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