Atualmente, o casamento entre pessoas do mesmo gênero não é legalmente aceito em Cuba
Wallace Araujo/Pexels
Atualmente, o casamento entre pessoas do mesmo gênero não é legalmente aceito em Cuba

Os cubanos foram às urnas neste domingo (25) para opinar sobre a legalização do casamento e da adoção entre pessoas LGBTQIA+, além de aumentar os direitos das mulheres no país. Os dados preliminares apontaram que mais de 3,9 milhões votaram a favor das pautas apresentadas, número equivalente a 66,9% dos eleitores.

Em contrapartida a essa realidade, 1,95 milhão se opuseram às propostas, o que corresponde a 33%, de acordo com Alina Balseiro Gutierrez, presidente da comissão, em entrevista a uma emissora de televisão estatal. O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, celebrou o resultado em uma mensagem deixada no Twitter.

"A justiça foi feita", escreveu. "Estamos pagando uma dívida com várias gerações de cubanos e cubanas, cujos projetos familiares esperam há anos por essa lei", disse.

O novo Código das Famílias, que substitui uma lei que se encontra em vigor desde 1975, passa a valer imediatamente após a vitória na consulta popular. As novas regras também permitirão o reconhecimento de pais e mães além dos biológicos, assim como a barriga de aluguel, desde que sem fins lucrativos.

O presidente cubano liderou a campanha pela adoção do código e se mostrou muito animado com o resultado do referendo. Em um tuíte publicado na rede social, Diaz-Canel se apareceu sorridente com a notícia positiva.

A votação de domingo também foi a primeira do tipo, já que a maioria dos moradores teve acesso à internet, o que permitiu que opiniões divergentes se espalhassem mais amplamente.

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