Robert Headley
Reprodução/Youtube
Robert Headley

Robert Headley, um professor de design e tecnologia da Escola Rokeby em Canning Town, Londres, usou sua conta pessoal no YouTube com milhares de seguidores para transmitir suas opiniões preconceituosas

Headley trabalhou anteriomente na escola secundária All-boys em 2008, antes de ser promovido a chefe de produtos gráficos.

Porém, mais tarde, a escola começou a trabalhar com um grupo britânico de direitos queers de Stonewall para combater o bullying anti-LGBT+ e promover melhor a compaixão e o ensino inclusivo.

Durante todo o tempo, Headley gravou pelo menos 816 vídeos do YouTube cheios de ódio. Os mais antigos foram filmados em sala de aula, mas foram apagados após a vice-diretora, Emma Hobbs, descobrir os vídeos e exigir que ele parasse de filmar nas dependências da escola, fazendo ele deletar todos os vídeos onde o logotipo da escola era visível, mas continuou filmando o conteúdo.

A chefe adjunta abertamente gay Jo Doyle, após saber sobre o canal, que tem 274.500 inscritos, lançou uma investigação oficial. Ela descobriu que ele estava promovendo "visões discriminatórias" em seu relatório contra Headley.

"Ver um membro da equipe dizendo coisas depreciativas, divisivas e odiosas sobre os LGBT e comunidade cristã em uma plataforma pública me afligiu, me perturbou e me entristeceu", disse ela.

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"Sinto-me confortável com quem sou, mas estou mais preocupada com o efeito que estas opiniões podem ter sobre os membros mais jovens do pessoal, estudantes e famílias".

Um tribunal de trabalho ouviu em 2 de março que Headley foi demitido por má conduta grosseira depois que colegas descobriram um vídeo intitulado "DNA of the Wicked" (DNA dos Malvados).

Em comentários descritos como "chocantes" por ativistas LGBT+, o educador falou aos alunos sobre teorias de conspiração da Terra plana e como as aterrissagens na Lua foram "fabricadas falsamente".

Headley afirmou estar ensinando aos seus alunos alguma "perspectiva". Mas o tribunal concluiu que ele vinha expressando suas opiniões cristãs ortodoxas de uma maneira grosseira.

Após ser demitido, ele procurou processar a escola, alegando que os administradores o vitimizaram por reclamar da “perseguição” da escola e foi discriminado por suas crenças religiosas, mas o tribunal concordou que ele havia sido demitido de forma justa.


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