Funcionários da Pixar denunciam empresa após apoio de CEO a lei anti-LGBT
Melodia NEWS/Reprodução
Funcionários da Pixar denunciam empresa após apoio de CEO a lei anti-LGBT

Uma carta aberta de funcionários da Disney Pixar, publicada pela revista Variety, afirma que a Walt Disney Company está impedindo a criação de enredos e personagens LGBTQIA+ . Executivos da Pixar pedem para que animadores retirem cenas que "demonstram afeto abertamente gay" de filmes.

O boicote aos personagens LGBT veio a público após Bob Chapek, CEO da Disney, doar US$ 25 milhões, o equivalente a R$ 125,4 milhões, ao projeto que ficou conhecido como Don't Say Gay, que foi aprovado no último dia 8 e proíbe o ensino sexual nas escolas. Pais podem processar instituições e professores que abordarem o tema e lei pode denunciar "comportamento queer" de crianças aos responsáveis.

"Nós da Pixar testemunhamos sempre belas histórias, cheias de personagens diversos, voltarem em migalhas comparado ao que originalmente era. Mesmo ao justificar que criar conteúdo LGBTQIA+ era a resposta para combater leis LGBTFóbicas ao redor do mundo, éramos impedidos de fazer isso", diz um trecho da carta, que foi assinada por funcionários LGBTQIA+ da Pixar e aliados.

Os funcionários também pedem que o apoio financeiro destinado à Don't Say Gay seja retirado e que a Disney se posicione publicamente de forma contrária à legislação, que deve entrar em vigor em 1 de julho.

Chapek chegou a doar US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) para instituições LGBTQIA+ e voltou atrás ao falar ao governador da Flórida, Ron DeSantis, que a Disney se preocupava com a lei, mas não retirou o dinheiro doado.

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