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"Friends" passa por censura na China

Em todo território chinês, diversas plataformas de streaming e canais de televisão estão revoltando fãs de "Friends" e a comunidade LGBTQIA+ . Isto porque a China censurou o seriado e retirou todo enredo relacionado à personagem Carol (Jane Sibbett), a namorada lésbica de Ross (David Schwimmer).

A remoção de diversas cenas foi notada por fãs que já assistiram a série antes, que denunciaram o boicote. Entre as cenas deletadas estão a descoberta de Ross explicando que a ex-esposa, Carol, é lésbica. Outros fãs notaram a falta de falas ditas por personagens LGBTQIA+ na série, além de cenas que sugerem prazer sexual, orgasmos e clubes de strip.

Apesar de ter alguns pontos problemáticos nos dias de hoje, "Friends" é reconhecida até os dias de hoje por ter apresentado temáticas LGBTQIA+ de forma natural, algo que, na época, ainda era pouco recorrente na cultura pop.

A exibição dos episódios alterados passou a ser feita na última sexta-feira (11) incluindo na plataforma Tencent Video, muito conhecida e usada no país. Anteriormente, "Friends" foi ao ar sem censura em 2018; além de estar disponível em DVD em todo território nacional.

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No ano passado, o especial "Friends: The Reunion", que reunia o elenco nos dias atuais, também foi censurada na China. Participações de BTS, Lady Gaga e Justin Bieber foram cortadas, já que o governo chinês acredita que essas figuras já ofenderam as lideranças do país.

"Friends" não é o único alvo de censura de filmes e séries. No início de fevereiro deste ano, a Tencent disponibilizou uma versão de "Clube da Luta" com um final diferente do original.

A China também retirou uma cena importante do filme "Bohemian Rhapsody", que conta a história da banda Queen. A série retirada mostra Freddie Mercury (Rami Malek) contando ao noivo que é gay.

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** Camila Cetrone é formada em jornalismo. Desde 2020, é repórter do iG e tem experiência em coberturas sobre cultura, entretenimento, saúde, turismo, política, comportamento e diversidade; com ênfase em direitos das mulheres e LGBTQIA+, na qual está inserida como bissexual. É autora do livro-reportagem “Manda as Bicha Descer”, resultado da apuração de um ano na casa de acolhida LGBT Casa 1, no centro de São Paulo. Coleciona livros, vinis e estuda cinema nas horas vagas. Ama contar e ouvir histórias, cantar mal no karaokê e memes autodepreciativos (jura que faz terapia).

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