Fabiano Contarato e o filho são atacados nas redes sociais
Reprodução/Agência Senado
Fabiano Contarato e o filho são atacados nas redes sociais


O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e o filho dele, Gabriel, de sete anos, foram vítimas de ataques nas redes sociais de um radical bolsonarista na última segunda-feira, 15. Por meio do WhatsApp e do Instagram, Fabiano soube que o filho foi fotografado por um homem que publicou as imagens junto de ofensas ao senador. Em nota divulgada pela assessoria, Contarato explica que o filho lhe pediu para ir à praia após a presença do senador na COP-26.

“Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel”, declara o senador em nota. 


O autor da postagem é Giovani Loureiro, corretor de imóveis de Vitória, Espírito Santo. O post foi publicado na página dele no Facebook, e na foto Contarato aparece ao lado de dois homens na praia, junto de Gabriel, que ocupa o centro da imagem. Na legenda, Giovani diz que o senador é um “sem vergonha”, “lixo”, “traidor” e “infeliz”. Contarato deixou claro que não deixará o acontecimento passar impune. 

“Não tolerarei qualquer ato de agressão aos meus filhos e à minha família. Não me intimidarão com esses ataques desprezíveis. Registrei um boletim de ocorrência na Polícia Federal, hoje, e providenciarei a responsabilização do autor desta agressão”, afirmou. 

No final de setembro deste ano, o senador já tinha se manifestado durante a CPI da COVID sobre ataques homofóbicos que recebeu nas redes sociais por parte do empresário Otávio Fakhoury. Durante o episódio, Contarato afirmou que sua orientação sexual não é motivo para ataques e pediu que o empresário fosse investigado por suspeita de crime de homofobia.

Leia abaixo a nota na íntegra.

"Após cumprir missão oficial na COP-26 e passar dias longe de minha família, recebi, na manhã desta segunda-feira (15), um pedido irrecusável do meu filho Gabriel, de sete anos: 'Papai, me leva na praia pra fazer castelinho de areia!', disse ele.

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Já fui vítima de inúmeros radicais bolsonaristas, que se sentem autorizados a assediar aqueles que rejeitam suas teses políticas anti-civilizatórias. Ainda que ninguém tenha direito de constranger alguém por divergências políticas, sempre entendi se tratar de um preço a ser pago por ter optado pela vida pública.

Receando alguma intercorrência dessa natureza, assenti ao pedido de meu filho, advertindo-o de que teríamos que deixar a praia, caso alguém nos importunassse durante o passeio. Fomos, então, à Praia de Itapuã, hoje, por volta das 11h30, e fiquei feliz por proporcionar esse momento módico de lazer ao meu pequeno Gabriel.

Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel.

A postagem do Sr. Giovani Loureiro me chamava de 'lixo', 'traidor', 'infeliz', 'sem vergonha' e 'senador de merda'. Nada foi tão doloroso, porém, quanto ver seu ultraje gratuito contra o Gabriel, uma criança inocente de sete anos, que teve sua imagem exposta nas redes e foi menosprezado apenas por ser meu filho e, sobretudo, por ser fruto de uma adoção. O ódio é uma doença perversa: desumaniza suas vítimas e as submete a toda sorte de violência.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu art. 18, diz ser 'dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor'.

Não tolerarei qualquer ato de agressão aos meus filhos e à minha família. Não me intimidarão com esses ataques desprezíveis. Registrei um boletim de ocorrência na Polícia Federal, hoje, e providenciarei a responsabilização do autor desta agressão.

Espero que, caso o Sr. Giovani Loureiro seja pai, possa refletir sobre esse ato infame e não repita essa vileza contra crianças inocentes, que não podem ser detratadas por querelas de ordem política. Ps interesses de menores indefesos devem ser colocados acima de tudo isso.

Em minha casa, o amor sempre vencerá o ódio!

Fabiano Contarato".

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