Importância da inclusão da linguagem neutra nos ambientes sociais
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Importância da inclusão da linguagem neutra nos ambientes sociais


As discussões sobre  linguagem neutra e inclusiva estão ganhando cada vez mais espaço em vários âmbitos, desde as mídias sociais até os ambientes empresariais. Ainda existem muitas dúvidas em torno de  como e por que utilizar o pronome neutro e alternativas linguísticas que fogem da delimitação de gênero para se referir a outras pessoas, e pensando nisso a  Diversity BBox trouxe o Guia de Inclusão de Pessoas Transgêneras e Não-Binárias no Local de Trabalho Brasileiro, o Manifesto Ile e o Guia de Linguagem Inclusiva. 

Esses materiais trazem informações e orientações sobre a linguagem neutra em diversos âmbitos e finalidades . O Manifesto Ile ressalta a importância de promover espaços que abram espaço para todos os indivíduos e que estejam preparados para receber as mais diversas identidades com segurança e empatia. Ele traz também um glossário que esclarece o significado de termos como ‘transgênero’ e ‘não-binário’. 

“Nos dias de hoje, a nossa língua está mudando rapidamente. Isso inclui as maneiras consideradas corretas de falar sobre as pessoas, bem como suas identidades, gêneros, corpos e geografia - tudo está em movimento regularmente. Sabemos que ao escrever este guia, estamos criando algo datado instantaneamente, já que tudo no universo é mudança e movimento”, diz o manifesto.

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Já o Guia de Linguagem Inclusiva, em parceria com a HBO, aproveita o gancho do lançamento da série ‘TODXS NÓS’ para discorrer sobre a não-binariedade, o uso de pronomes neutros e toda uma explicação sobre o gênero e a linguagem, o motivo de existir uma linguagem inclusiva, como usá-la e também inclui conceitos importantes acerca de pessoas não-binárias para compreender melhor essa identidade de gênero e as suas diversas formas de expressão. 

“Quando falamos em gênero gramatical, estamos nos referindo a uma categoria da língua. Em português, existem dois gêneros: masculino e feminino. Em alemão ou em latim, são três. Em línguas do grupo banto, faladas sobretudo na África, há mais de dez. Em finlandês ou basco, não existe nenhum”, escreveu Eduardo Calbucci, professor graduado em Jornalismo pela ECA-USP e com mestrado e doutorado em Linguística pela FFLCH-USP para a cartilha. 

O Guia de Inclusão de Pessoas Transgêneras e Não-Binárias no Local de Trabalho Brasileiro é um conteúdo feito com o Out & Equal Workplace Advocates sobre identidade de gênero que elucida muitos pontos sobre o assunto para que as empresas possam se informar acerca dessa população, saber como utilizar a linguagem neutra, qual a importância dessa discussão, como os ambientes trabalhistas podem acolher essas pessoas e destaca dados sobre o impacto da exclusão de pessoas LGBTQIA+ nesses espaços, como taxa de suicídio e bullying.

“34% da população jovem LGBTQI+ já tentou suicídio pelo menos uma vez na vida. 73% dos jovens adolescentes LGBTQI+sofreram bullying e 27% já apanharam na escola. 82% das mulheres trans e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e os 18 anos em função da discriminação na escola e da falta de apoio familiar”, ressalta a cartilha.

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