Lauana Prado e Verônica Schulz namoram há quase três anos
Reprodução/Instagram - 10.03.2022
Lauana Prado e Verônica Schulz namoram há quase três anos


Bissexual assumida e atualmente namorando a estilista Verônica Schulz,  Lauana Prado quer agregar o público, empoderando mulheres e a comunidade LGBTQIA+ com as músicas. Com o novo álbum, 'Natural', ela pretende dar poder às mulheres e trazer representatividade ao segmento sertanejo. 

Em entrevista ao iG, Lauana afirma que a tendência da representatividade LGBTQIA+ no sertanejo é resultado da perda do medo dos cantores e do entendimento do público com a comunidade. 

"Acho que o público LGBTQIA+ vai absorver o que tenho a oferecer em termos de representatividade, eles já entenderam isso. E acho que o público conservador e interiorano já entendeu também. Eu vou para lugares no interior no Brasil em que as pessoas amam a Verônica, são pessoas que normalmente, teriam dificuldade de lidar. Isso gera uma possibilidade de transitar e quero que isso faça mais parte do público LGBTQIA+ e 'héteras' também", conta. 

Para ela, "quanto menos a gente puder ter essa preocupação de rótulos, melhor para gente". Lauana diz que o segmento sertanejo é culturalmente masculino e consequentemente, machista e conservador. Mas para ela, mostrar a realidade dela ajuda a agregar o público. 

"Eu tenho uma filosofia de militância de pôr em prática o amor. Às vezes me incomoda um pouco as atitudes em torno da militância, sempre fui amorosa de conduzir meus relacionamentos. Minha filosofia é da gente agregar, deixar a segregação e incluir, trazer as pessoas para perto e se colocar como iguais na vida", afirma.

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Lauana conta que ao assumir o relacionamento com Verônica Schulz, ela não combateu ou enfrentou as ideias conservadoras da família. "As pessoas da minha família, que têm a vivência interiorana, entenderam meu relacionamento por eu não querer combater, gerar confronto", diz. 

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Para ela, a maneira mais assertiva para apresentar o novo relacionamento foi apresentar de forma natural a namorada. "Foi trazer as pessoas, mostrar minha realidade e que não existe nada de diferente entre um casal gay e um casal hétero", conta.

"Temos que mostrar que não queremos o lugar de ninguém, queremos o direito de vir, de viver, de amar, de viver de forma igualitária. Estamos partindo para uma geração impressionante e ao dar essa visão de igualdade, construiremos um futuro de fato igual e de fato inclusivo", afirma. 

Sobre a maior representatividade queer e feminina no sertanejo, Lauana diz que a perda do medo pode ter encorajado outros artistas a trazer maior representatividade ao público e a novos cantores. 

"Acho que as pessoas estão perdendo o medo, quando eu assumi minha sexualidade, pouco tempo antes tinha vindo de uma relação com um homem. Veio um baque, mas depois vi que outras artistas tiveram coragem de falar", conta. "No fim, acaba que um encoraja o outro e a gente vai dando leveza para o tema e representatividade. Espero viver no futuro um mundo em que as pessoas não perguntam a orientação sexual", afirma.

No novo álbum, "Natural", é possível ver que Lauana conta histórias da própria vida. Em "Mina de Ouro", ao lado de Dennis, ela confessa que Verônica fez parte da inspiração da letra. "Sim, ela é minha 'Mina de Ouro'. Mas a música é também uma história do que eu vivi, da descoberta da minha sexualidade. Me relacionei muito com homens e quando eu entendi a minha bissexualidade, foi bem assim. Eu namorava homens de forma rasa e conheci uma menina que mudou minha visão de mundo", diz.

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