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"Tenho um filho queer", diz Chucky sobre Glen/Glenda em seu novo seriado


A série do boneco assassino "Chucky, que será lançada no Brasil no próximo dia 27 pela Star+, acaba de confirmar que seu filho é uma pessoa não binária /gênero fluido. Ou seja, isso quer dizer que Glen/Glenda se identifica com mais de uma identidade de gênero.


A cena em que Chucky conta sobre Glen/Glenda com seu dono, um garoto chamado Jake (Zackary Arthur), viralizou nas redes sociais, já que a série já está sendo exibida nos Estados Unidos pelo canal Syfy.

"Eu tenho um filho queer", diz Chucky ao garoto, que ao confirmar a informação afirma que ele é gênero fluido. "E tudo bem para você?", pergunta Jake. "Eu não sou um monstro, Jake", responde, ironicamente, o brinquedo assassino.


A cena foi muito comentada por fãs do boneco assassino, que não demoararam para celebrar e até criar alguns memes no Twitter.

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A identidade queer de Glen/Glenda não é necessariamente uma surpresa para os fãs da saga. O personagem foi apresentado à franquia no filme "O Filho do Chucky", de 2004, e levantou suspeitas dos fãs. No entanto, a fala do seriado é encarada como a confirmação oficial.

Desde seu primeiro filme lançado em 1988, "Brinquedo Assassino", a trama que cerca Chucky é diretamente relacionada a questões LGBTQIAP+ . Isso porque em todos os enredos dos filmes ele cai nas mãos de crianças que têm vivências comuns na comunidade, como isolamento, bullying e não conformidade.

O próprio criador do personagem, Don Mancini, já deu uma entrevista ao BuzzFeed em 2017 em que aborda a forma como a comunidade "adotou" o filme para si.

"Acho que a identificação de pessoas LGBTQIA+ com os filmes de terror tem a ver com a identificação dos outsiders, de figuras que vão do monstro de Frankenstein a Carrie, a Estranha", explica.

"Nos filmes, há sempre este monstro solitário e incompreendido, ou ao menos o que a sociedade vê como um monstro. Mas como espectador, você está com eles, dentro do coração deles. E sabe que são lindos, ou que foram corrompidos por um mundo maligno”, complementa Don.

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