Parada LGBTQIA+ de São Paulo
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Parada LGBTQIA+ de São Paulo

A violência contra a população LGBTQIAP+ também cresceu durante a pandemia da Covid-19, segundo dados do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Ao todo, foram 121 assassinatos, o equivalente a uma alta de 24,7% em 2020.

Também houve um aumento de 21% no número agressões: 1.169 registros de lesão corporal em 2020, ante 967 em 2019. Houve crescimento ainda de casos de estupros, com alta de 20% nos estupros e um total de 88 registros.

O Fórum chama atenção para falta de informações de nove estados sobre crimes contra essa população. De acordo com a publicação, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Ceará e Rondônia não tinham as informações disponíveis entre 2019 e 2020. O problema ocorreu também com o Rio Grande do Sul, onde o governador Eduardo Leite se assumiu homossexual recentemente e prometeu investir em políticas públicas para o segmento.

Além disso, Acre e Sergipe informaram dados incompletos

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De acordo com o levantamento, eles foram questionados via Lei de Acesso à Informação sobre registros de crimes dolosos, homicídios e estupros em casos que as vítimas são lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e pessoas não binárias.

Para o Anuário, os dados reais são ainda maiores e a falta de informações reflete a subnotificação dos registros e negligência em produzir as estatísticas.

Entre os estados, Pernambuco lidera as estatísticas de homicídios: foram 39 mortes e uma alta de 30% no ano passado em relação a 2019. Na segunda posição, aparece a Bahia, com aumento de 15% e 23 assassinatos. A terceira posição é ocupada pela Paraíba, com 14 registros (40% de aumento).

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