324 LGBT+ disputaram o pleito deste ano.
Reprodução/TSE e Montagem iG 28.06.2022
324 LGBT+ disputaram o pleito deste ano.

O primeiro turno das eleições 2022, que ocorreu neste domingo (2), foi marcado por um recorde histórico: 18 candidaturas declaradamente LGBT+ foram eleitas para o legislativo brasileiro. O número representa o dobro do obtido em 2018, quando foram eleitas nove candidaturas LGBT+ no Brasil. Os dados são de um levantamento da organização VoteLGBT.


Do total, quatro candidaturas garantiram uma cadeira na Câmara dos Deputados e 14 nas assembleias legislativas dos estados. Nenhuma candidatura LGBT+ ao Senado foi eleita. Houve um recorde, também, sobre gênero e raça. Entre os LGBTs eleitos, 16 são mulheres e 14 negras. 


“Esta é uma grande vitória para a democracia brasileira. Não há democracia sem diversidade. Mostramos que existimos na população, a cada Parada do Orgulho, e agora em números recordes também nas urnas e como eleitas. Somos diversas e temos capacidade de fazermos mandatos com políticas para todos e também para nós”, afirma Evorah Cardoso, integrante do VoteLGBT.

O número de candidaturas também bateu recorde nestas eleições: 324 LGBTs disputaram o pleito deste ano. O número foi mais que o dobro de 2018, quando foram mapeados pelo VoteLGBT 157 nomes. 

“O sucesso das LGBT+ nas urnas é um recado bastante expressivo da população brasileira, que precisa ser lido dentro de um contexto maior, em que os eleitores mostram que querem não só mandatos diversos, mas também representativos, das pautas LGBT+, feminista, antirracista e indígena. Elegemos mandatos LGBT+ que são capazes de representar essas distintas pautas”, diz Evorah. 

O mapeamento do VoteLGBT foi feito a partir das candidaturas que autodeclaram sua identidade de gênero e orientação sexual quando se cadastraram na plataforma da organização. A apuração foi feita em parceria com a Agência Diadorim que checou, entre essas candidaturas, aquelas que foram eleitas.

“É fundamental que a Justiça Eleitoral passe a coletar as informações de identidade de gênero e orientação sexual no momento de registro das candidaturas. Não é justo que o ônus de mostrar que existimos, somos sub-financiados e sub-representados na política brasileira recaia exclusivamente sobre nós LGBT+. Esse é um dever do Estado, que precisa ser assumido nas próximas eleições” conclui Evorah.

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