Exposição ficará em cartaz até 30 de julho
Vórtice/Divulgação
Exposição ficará em cartaz até 30 de julho


O 1° Salão de Arte Homoerótica da cidade de São Paulo será inaugurado na próxima quinta-feira, dia 16 de junho, a partir das 11h, no Vórtice Cultural , situado no Edifício Vera, no Centro da cidade. A exposição ficará em cartaz até 30 de julho.

A iniciativa é do espaço cultural independente Vórtice que reúne, desde 2021, ateliês, produtoras e exposições de arte na região da Sé. O Salão de Arte Homoerótica vai contar com seis artistas que têm como foco em comum no trabalho a sexualidade do homem gay, passando por temas como sensualidade, transgressão, violência e desejo na masculinidade contemporânea.

Com curadoria de Paulo Cibella, que também participa da mostra, o Salão vai contar ainda com obras dos artistas brasileiros Daniel Jaen, Hanz Ronald, Helton Aversa Gutierrez, Paulo Jorge Gonçalves e do mexicano Félix D’Eon.






Conheça os artistas

A arte homoerótica faz parte daquele universo de objetos que não ganham imediata adesão dos espectadores, seja através da ótica estética, política ou moral.

Ela retrata assuntos incômodos à grande audiência por tratar de temas de gênero e sensualidade, colocando o corpo masculino, no caso, como lugar de desejo e gozo, e também como representação social e política. 

Daniel Jaen

Investigação do corpo e o ato de questionar a imagem do homem na sociedade atual são os pontos fortes das pinturas de Daniel Jaen, brasileiro radicado em Londres, de onde trabalha.

As pinceladas dinâmicas e fragmentadas invocam a fragilidade e a sensibilidade masculinas, alcançando dimensões psicológicas e emocionais. O artista coloca sua própria sexualidade em jogo e diz estar "criando novas visões do homem neste mundo abrupto".

Felix D'Eon

"Procuro modelos das diferentes comunidades que represento, e peço permissão para contar suas histórias e pintar suas fantasias”, diz Felix D'Eon.

O traço retrô das ilustrações do mexicano Felix D'eon é uma espécie de isca que leva o observador a questões urgentes da arte contemporânea, como raça, gênero e ancestralidade.

A subversão de estilos antigos apresenta uma visão autoral de amor e sensibilidade queer, que engloba suas tradições mestiças, brancas, latinas e americanas nativas. O artista vive e trabalha na Cidade do México.

Hanz Ronald

Visceralidade e sensibilidade são opostos que se atraem na obra de Hanz Ronald. A transgressão é marca forte das atuais pinturas onde o cu figura como espaço político.

Ainda que posicione o corpo como paisagem, o artista escancara literalmente o que não se quer ver. O prazer erótico é a questão a ser vista, debatida e sentida, principalmente. Ronald continua sua viagem rumo às entranhas, ao núcleo do homem contemporâneo. Natural de Ribeirão Preto, atualmente vive e trabalha em São Paulo.

Helton Aversa Gutierrez

"Penso que o afeto entre homens é delicioso e é papel do artista refletir os momentos, os tempos, os amores, os deleites e a humanidade", diz Helton Aversa Gutierrez.

O corpo é sujeito e objeto, é sensível e marcado por relações socioculturais e políticas. É o próprio corpo do artista que se revela em fotoperformances, que vão além do erotismo e se prolongam na fragmentação do homem pós-moderno.

Sensibilidade e sensualidade também andam juntas em pinturas, aquarelas, objetos, bordados e costuras. Vive e trabalha em Piracicaba, interior de São Paulo.

Paulo Cibella

"Apresento momentos únicos e espontâneos que geram imagens reveladoras, com recortes corajosos e por vezes perturbadores", diz Paulo Cibella, diretor do Vortice Cultural e curador do 1º Salão de Arte Homoerótica.

As fotografias apresentadas pelo artista são instantâneos da pandemia e do isolamento forçado. Fetiches e pulsões antes controlados pelo olhar da convivência coletiva, emergem visceralmente em orgias por toda metrópole.

Em polaroids documentais, o artista relata, entre outras coisas, urofagia e fisting. A isto somam-se retículas que capturam o exibicionismo na internet. Vive e trabalha em São Paulo.

Paulo Jorge Gonçalves

"Pinto e escrevo palavras aparentemente meigas, mas que são ácidas quando digeridas nas entrelinhas de um Brasil homofóbico", afirma Paulo Jorge Gonçalves.

Prostituição masculina, violência, homofobia e pornografia são temas pesados que ganham uma aparente leveza através de bordados, que o artista cria a partir de imagens da internet. Paulo vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Serviço

Evento: 1º Salão de Arte Homoerótica - Vórtice

Local: Vórtice Cultural / Edifício Vera - Rua Álvares Penteado 87 / 7º andar, Sé, São Paulo - SP (próximo ao CCBB). 

Período: 16 de junho a 30 de julho.

Visitação: Quarta-feira a Sábado, das 11h às 19h. Vernissage: 16/06 (quinta-feira), das 11h às 19h. Finissage: 30/07 (sábado), das 11h às 19h.

Visitas privadas por agendamento pelo e-mail [email protected], às segundas e terças-feiras. Visitas guiadas pelo curador aos sábados das 14h às 15h.

Indicação etária: Maiores de 18 anos.

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