
O movimento Libera Meu Xixi voltou a ganhar força no Rio de Janeiro ao ampliar ações de conscientização e fiscalização em defesa do direito de pessoas trans utilizarem banheiros de acordo com sua identidade de gênero. A iniciativa reúne ativistas, coletivos LGBTQIAPN+ e movimentos sociais que denunciam episódios de transfobia, discriminação e violência em espaços públicos e privados.
Uma das lideranças do movimento, a ativista e deputada estadual Benny Briolly explicou que a caravana surgiu após denúncias recorrentes envolvendo mulheres trans e homens trans impedidos de acessar banheiros conforme sua identidade de gênero.
O ‘Libera Meu Xixi’ surge para conscientizar a sociedade e dialogar com as pessoas. O preconceito e a opinião de alguém não podem virar violência ou prática criminosa contra pessoas trans Benny Briolly
Segundo Benny Briolly, novas ações da caravana já estão sendo organizadas e devem acontecer nas próximas semanas em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro.
“A próxima caravana vem com muita força, potência e também com caráter pedagógico para dialogar com toda a sociedade”, destacou.
A ativista também denunciou episódios de agressão ocorridos durante uma das últimas ações promovidas pelo movimento.
“Fui agredida e outras pessoas trans também sofreram violência. Já encaminhamos denúncias ao STF, ao Ministério Público e aos órgãos competentes”, relatou.
Durante a fala, Benny Briolly criticou o debate sobre a criação de “terceiros banheiros” e reforçou que a principal pauta do movimento é o respeito à cidadania e aos direitos básicos da população trans.
“A nossa pauta não é um terceiro banheiro. Nossa pauta é o respeito à identidade de gênero, o combate à violência, empregabilidade, acesso à educação e garantia de cidadania”, declarou.
Presidente do Grupo Arco-Íris, Cláudio Nascimento também destacou a importância do debate durante o lançamento da campanha da Parada do Orgulho LGBT+ Rio 2026.
“Ainda vemos mulheres trans sendo discriminadas até no direito básico de usar um banheiro feminino. Precisamos avançar no reconhecimento desses direitos e no combate à LGBTfobia”, afirmou.
Cláudio também reforçou a necessidade de que crimes de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ sejam enquadrados como racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
A próxima edição da Parada do Orgulho LGBT+ Rio 2026 acontece no dia 22 de novembro, em Praia de Copacabana, e deve trazer como uma das principais pautas o respeito à diversidade, à identidade de gênero e aos direitos da população trans.
