
Reddy segue expandindo seu espaço dentro do queernejo com o lançamento da parte final do projeto “Reddy – Ao Vivo”. O novo EP, que chegou às plataformas no dia 9 de abril, marca um momento mais leve, íntimo e verdadeiro da artista, tanto na sonoridade quanto na forma como ela se posiciona.
Depois de apresentar a primeira parte do trabalho no início do ano, a cantora agora completa o projeto com novas faixas que reforçam a atmosfera emocional que conecta todo o repertório. Entre os destaques estão “Sozinha”, “Ruiva” e “Clichê dos Amores”, músicas que giram em torno de sentimentos como amor, desejo e vulnerabilidade.
“O que conecta todas as faixas é esse clima mais boêmio, de bar mesmo. São músicas para sentir, para viver o amor ou até a vontade de amar”, explica a artista.
Drama, desejo e liberdade: as novas fases de Reddy
Entre as novidades, “Sozinha” surge como a faixa mais intensa do projeto. Segundo Reddy, é uma música feita para quem não tem medo de sentir, e até sofrer. “Ela carrega muito drama, é bem o tipo de música que eu gosto de cantar”, conta.
Já “Ruiva” traz um outro lado da artista: mais leve, provocativo e até bem-humorado. A música brinca com desejo e tensão, em um cenário que poderia facilmente ser um bar cheio de olhares e histórias cruzadas.
Fechando o EP, “Clichê dos Amores” ganha uma nova versão ao vivo, agora com ainda mais carga emocional. A faixa já fazia parte da trilha da novela Coração Acelerado (TV Globo), mas, segundo a cantora, esse novo registro traduz melhor o sentimento que ela queria entregar.
Um projeto sobre se libertar da perfeição
Mais do que um lançamento musical, “Reddy – Ao Vivo” marca uma virada pessoal.
A cantora conta que vive um momento de mais liberdade, longe da cobrança constante por perfeição que marcou fases anteriores da carreira.
“Esse é meu primeiro projeto mais leve. Eu precisei me despir dessa cobrança e entender que posso errar, que tenho defeitos e jeitos. Hoje, isso é o que tem me feito bem”, afirma.
Queernejo: identidade e transformação no sertanejo
Reddy é hoje um dos principais nomes do queernejo, movimento que vem transformando o sertanejo a partir de vozes LGBTQIAP+.
Natural de Olímpia (SP), a artista começou na música em dupla com o irmão, mas seguiu carreira solo após mais de uma década, buscando uma identidade própria, e mais alinhada com quem ela é.
Além da carreira solo, também integrou o trio Pitayas, ao lado de Diego Martins e Leyllah Diva Black, ampliando sua presença na cena pop e queer brasileira.
Com parcerias que vão de Roberta Miranda a Gaby Amarantos, Reddy vem ocupando um espaço importante ao mostrar que o sertanejo também pode ser diverso, sensível e plural.
